Criada em 1816, a Rota Imperial de São Pedro de Alcântara, liga a cidade de Vitória/ES à Ouro Preto em Minas Gerais.
ROTA IMPERIAL
Para controlar o trânsito de mercadorias no Brasil, a Coroa Portuguesa proibiu a abertura de estradas na capitania do Espírito Santo em direção à Minas Gerais. Somente com o declínio da exploração aurífera e com a chegada da família real ao país a rota foi oficialmente aberta.
Concluída em 1816, definiu o intercâmbio entre as cidades de Ouro Preto (MG) e Vitória (ES), consolidando a ocupação do território nos locais por onde passava.

O marco zero é o Palácio Anchieta, em Vitória, e de lá a rota prossegue até Ouro Preto. No percurso, passa por 14 municípios capixabas e 17 mineiros. O trajeto é a reprodução do caminho usado por Dom Pedro II para chegar a Santa Leopoldina.
Além de histórias para contar, a Rota Imperial traz muitas descobertas e paisagens de encher os olhos. Começa no mar, na baía de Vitória, no Espírito Santo, e vai até Ouro Preto, em Minas Gerais, uma das principais cidades históricas do Brasil.
A Rota surgiu, após o fim do Ciclo do Ouro em Minas Gerais, iniciou como um novo caminho, para impulsionar o transporte e o comércio de produtos dos sertões de Minas para o interior e litoral Capixaba, e do litoral para Minas. Além de estimular a ocupação territorial da região.
Essa Rota é repleta de atrativos turísticos, tais como: Fazendas antigas, Belezas Naturais, rica gastronomia, cidades históricas, Igrejas Seculares, que remetem ao período da imigração Europeia e as rotas dos tropeiros.
Diferença Rota Imperial x Estrada Real
A Rota Imperial e a Estrada Real são duas das mais importantes vias históricas do Brasil, mas serviram a propósitos distintos que moldaram de maneira diferente a cultura e o desenvolvimento das regiões por onde passam. Enquanto a Estrada Real foi criada no século XVII para facilitar o escoamento de ouro e diamantes de Minas Gerais para os portos do Rio de Janeiro, a Rota Imperial surgiu mais tarde, no século XIX, com o objetivo de conectar Ouro Preto a Vitória, incentivando a ocupação e o desenvolvimento do sul do Espírito Santo.
A Rota Imperial teve um impacto significativo na expansão territorial e no desenvolvimento socioeconômico das áreas por onde passava, facilitando o acesso a terras férteis e promovendo a diversidade cultural através da chegada de imigrantes europeus. Essa rota não apenas fortaleceu laços comerciais entre Minas Gerais e o Espírito Santo, mas também ajudou a formar uma identidade cultural rica e diversificada na região.
Diferentemente da Estrada Real, que era primariamente uma rota de comércio de minerais, a Rota Imperial foi estrategicamente estabelecida para promover a colonização e o desenvolvimento, deixando um legado duradouro nas cidades e comunidades ao longo de seu caminho.
História da Rota Imperial
A Estrada São Pedro D’Alcântara, também conhecida como Rota Imperial, foi inaugurada em 1816 pela Coroa Portuguesa. Esta estrada histórica, que estende-se por mais de 500 quilômetros, foi construída para conectar Ouro Preto, MG, a Vitória, ES. Imagem: Página do Facebook Rota Imperial.
A Rota Imperial foi iniciada em 1814 por ordem de Dom João VI, conectando Ouro Preto (MG) a Vitória (ES). Originalmente, essa rota tinha o objetivo de facilitar o transporte de ouro e intensificar a ocupação territorial. Com o tempo, promoveu o desenvolvimento econômico e a expansão das áreas ao longo de seu trajeto, estimulando a fundação de vilas e cidades. A Rota não apenas fortaleceu o comércio, mas também se tornou um corredor para trocas culturais e demográficas, influenciando profundamente as regiões que conectava.
A Jornada pela Rota Imperial
A Rota Imperial oferece uma experiência única de viagem, começando no Palácio Anchieta, em Vitória (ES), e culminando na histórica Ouro Preto (MG). Ao longo deste caminho, viajantes atravessam uma série de municípios ricos em história e cultura, incluindo Ponte Nova, Alto Caparaó, Mariana, e muitos outros, cada um com suas próprias atrações e características únicas.
Os aventureiros podem escolher entre diversos meios de transporte para explorar a rota. Para aqueles que buscam uma experiência mais intensa e com maior contato com a natureza, a viagem pode ser feita em veículo 4×4, bicicleta, motocicleta ou até mesmo a cavalo. Cada opção oferece uma perspectiva diferente da paisagem e permite uma conexão única com o território. A escolha do transporte adequado é crucial para aproveitar ao máximo as estradas, trilhas e paisagens deslumbrantes que a Rota Imperial tem a oferecer.
Atrações Principais ao Longo da Rota
A Rota Imperial atravessa um percurso que engloba 14 municípios do Espírito Santo e 17 municípios de Minas Gerais, revelando uma tapeçaria rica de cultura, história e natureza. Entre as cidades mais significativas para o turismo em Minas Gerais estão Ouro Preto, Mariana, Ponte Nova e Alto Caparaó, cada uma oferecendo um vislumbre único do patrimônio brasileiro.
As cidades históricas ao longo da rota são tesouros vivos, destacando-se por suas impressionantes arquiteturas coloniais e profundas raízes no ciclo do ouro brasileiro. Além da arquitetura, a rota é um paraíso para os amantes da natureza, com suas cachoeiras espetaculares e vastas extensões de Mata Atlântica, que abrigam uma flora exuberante e proporcionam paisagens de tirar o fôlego.
Do ponto de vista cultural, a presença de antigas estações de trem e os trilhos da estrada de ferro Leopoldina acrescentam uma camada de charme histórico, atraindo aqueles interessados na história do transporte ferroviário no Brasil.
Cidades Históricas da Rota Imperial
Ouro Preto – a cidade mais rica da época, Ouro Preto atualmente é uma das cidades mais visitadas de Minas Gerais. Conhecida por suas dezenas de igrejas decoradas em ouro, e por suas ladeiras repletas de restaurantes com a deliciosa comida mineira, Ouro Preto também é bastante procurada por suas atrações culturais. São diversos museus, feiras, lojas de pedras preciosas e chocolates que encantam qualquer visitante. Vale a pena conhecer essa bela cidade.

Mariana – saindo de Ouro Preto, a próxima cidade da Rota Imperial é Mariana, que também possui muita história em suas vielas. Suas várias igrejas de arquitetura barroca chamam a atenção dos visitantes, assim como o próprio aconchego que a cidade proporciona aos turistas.
Ponte Nova – localizada no Caminho dos Diamantes da Estrada Real, Ponte Nova é um destino bastante procurado em razão de suas várias cachoeiras, e de suas belas construções históricas. Além disso, por ser uma cidade mineira, a gastronomia é um dos pontos fortes do local.
Manhumirim – a última cidade mineira antes de cruzar a fronteira com o Espírito Santo abriga diversas atrações para os viajantes que por lá passarem; dentre as opções que a cidade reserva, há o Parque Ecológico Municipal Sagui da Serra, ideal para os amantes do ecoturismo; a Fazenda do Quartel, que guarda a história do período imperial. Outra opção é dar uma chegadinha em Alto Caparaó e conhecer o belo Parque Nacional do Caparaó.

Castelo – uma das cidades com maior infraestrutura turística da Rota, Castelo chama a atenção por suas grutas, cachoeiras, e por seu turismo de fé. Dentre as atrações locais, há a Gruta do Limoeiro, que é um belo sítio arqueológico; além disso, há o Santuário de Aracuí, e belíssimas fazendas de café que remontam à história do Brasil.
Venda Nova do Imigrante – bastante conhecida pelo ecoturismo local, Venda Nova do Imigrante abriga o Parque Estadual da Pedra Azul, que é um encanto natural da cidade; há também diversas casas coloniais, diversos locais que oferecem a deliciosa gastronomia loca, além de diversas opções em meio à natureza. Vale a pena conhecer.
Domingos Martins – ideal para quem busca um maior contato com a natureza, Domingos Martins é uma das cidades que possui influência dos imigrantes na bela serra capixaba. Há diversas opções de agroturismo, com fazendas produtoras de mel e de cachaça, e diversos parques naturais que valem a visita.

Vitória – a última cidade da Rota Imperial é a capital capixaba, que é conhecida como Cidade Sol, que possui belíssimas praias, excelentes museus e diversos parques para os amantes do ecoturismo. Mais adiante, coladinha em Vitória, há Vila Velha, com diversas atrações para complementar sua viagem.

Irupi – uma das cidades próximas ao Pico da Bandeira, Irupi é bastante procurada em razão do turismo de aventura que é bem forte na região. São diversas cachoeiras, a Pedra da Tia Velha, que é ideal para esportes radicais, além de diversos cafezais que levam o viajante a voltar ao passado.
Conceição do Castelo – uma das cidades mais tranquilas da Rota Imperial, Conceição do Castelo é bastante procurada em decorrência do agroturismo, uma vez que possui diversas fazendas abertas à visitação, e que servem cafés, queijos, pães e produtos artesanais de dar água na boca. Além disso, há belíssimas cachoeiras, e o Circuito Caminhos do Imperador, que conta com lojas, fazendas, igrejas e opções para levar o visitante a uma viagem no tempo.
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